terça-feira, 15 de junho de 2010

Metade

Estamos na metade do ano
metade do caminho
no fim do segundo trimestre
para alguns faltam pouco
para outros mto tempo
mas para mim
q jah me acostumei a ser metade
estar incompleto
E ainda falta
eh como se nao tivesse chegado ao fim
nao sei dizer mto bem
pq pra mim,
ainda falta
e eu tento juro q tento nao ser metade
tento estar inteira,
tento me costurar
tento cumprir minha propria lista
para nao morrer na praia
para nao ser outra loser
pq afinal, estamos no meio do ano
e o q foi feito?
tenho me esforçado
para nao ser só um pedaço
para não morrer como parcela
Mas eu sei
porque me sinto metade
Qdo estou sem poesia,
eu sou metade
Qdo me afasto de td q eu gosto,
tb sou metade
Cada sonho q não concretizo
me diz q estou pela metade
Mas ainda tenho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Pq Dezembro voa
e preciso do meu outro par de asas
para ser inteira.

sábado, 29 de maio de 2010

Exagerada

Sim, eu me jogo. Se assunto for Amor, eu me jogo.
Não fico em cima do muro. Posso demorar, mas eu já sei o final, eu sempre me jogo.
E para mim, não poderia ser diferente.
Acho q é coisa de bicho, minha natureza.
Dizem q não se vive de Amor, mas eu vivo.
Eu posso ir e voltar do meu trabalho, eu posso ter saldo na conta,
mas eu nao saberia o q fazer com meu coração vazio.
Pior do q o vazio da tela, do papel,
é o vazio do peito.
Jamais conseguiria ser oca.
Dói saber q tem gente q desistiu do Amor.
vos peço, por favor, não desista.
Às vezes ele não está na nossa geografia.
Às vezes ele não aparece na hora em q queremos
muitas vezes ele não se revela na pessoa q esperamos.
Mas ele existe.
Eu sei,
Eu o vi passar
E vi ele ficar.

terça-feira, 18 de maio de 2010

O X da questão


Nunca fui boa em matemática. Pra mim era tortuoso descobrir o x. Resolver equações era o mesmo q tortura chinesa. Qdo acabou a escola foi um alívio pq eu nunca mais queria  ter q encontrar o tal do x. Pra mim, isso sempre foi uma pegadinha, afinal o x esteve sempre ali, a gente q fica inventando um número pra ele.





Só q a gente cresce e vai descobrindo q existem problemas mto mais complexos do q descobrir o valor do x. Na realidade, o x era seu estágio probatório na vida. E pelo jeito não fui aprovada.





Os problemas crescem, tomam proporções que para resolvê-los, nem fórmula de Báskara. Até q esses dias me lembrei da melhor lição de matemática q tive na vida e vou te dizer q não foi de nenhum professor.





Qdo eu estava no terceiro ano, vésperas de vestibular, no desespero para aprender matemática, uma colega de sala, lógico, mto craque em exatas,  a Cristina me ensinou q na verdade eu não tinha q decorar fórmulas. Eu deveria ler o problema, interpretar e rascunhando eu descobriria ou ao menos chegaria perto da solução.





Dez anos depois eu carrego essa lição comigo. E vou lhes dizer q eu a estendi para a minha vida. Pode até existir uma fórmula pra td, mas eu sempre encontro o meu jeito para solucionar o q pra mim é nebuloso. Lembro q eu tinha pavor só de ler antes de kd questão “FUVEST”; “PUC”, “MACKENZIE”.





Posso dizer q eu melhorei. Fuvest,... ok... é phoda, mas vamos lá. Leio a questão, vejo de qual matéria se trata e se eu souber, blz, arrisco, caso não, eu pulo. Depois eu volto. Atualmente sou assim. Vejo o tamanho do meu problema e rascunho, se der certo encontro o x, caso não, td bem, não é fim do mundo, ainda vou achar uma solução.


sábado, 1 de maio de 2010

O dia em q pensei q caiu um meteoro em Campo Grande

Ontem foi um dia chato. Dakeles em q vc chega no trabalho já com vontade de bater o ponto não de entrada, mas de saída. O tempo demorou pra correr. Poderia dar sete da noite, mas para chegar as cinco da tarde parecia q nunca os ponteiros alcançariam esse horário. 

Por conta de uns imprevistos saí às cinco e quinze da tarde. 15 minutos de atraso q me renderam uma cena linda no céu de Campo Grande e dessa vez não eram as Araras. Lá em cima, eu e minha amiga Theura vimos um risco no céu q à princípio não tinha explicação. Não estava passando nenhum avião. Tinha uma forma decrescente. Logo, concluímos q poderia ser alguma coisa caindo.

Mas era tão lindo, tão lindo que ficamos encantadas. E começamos a viajar nas possibilidades. Poderiam ser ETs, quem sabe um meteoro (por q não?) e de repente chegamos à conclusão que para as coisas mais bonitas do mundo não existem explicações. E nem precisam. Elas por si mesmas se bastam.

Tomamos nosso rumo e a Theura chegou a cogitar q poderia ser incêndio, um sinal de fogo; mas mesmo assim era uma cena linda de ser vista. Eu já me recordava de SmallVille, sabe como é, sou viciada em seriados e prometi à ela q assim q descobrisse eu a informaria pq certamente mais gente viu e deveria ter ficado curiosa como nós.

E contei pro Gabriel toda feliz da vida e ele, apesar de não ter visto já me deu aquele balde de água fria dizendo: “ O avião estava a mais ou menos 950 km/h, as turbinas do avião criaram um “Vácuo” e o sol refletiu nele e como coincidiu com o pôr do sol, fez aquele efeito"”. 

Cara, é mto chato não ser póetico. 

Não suporto pessoas q têm explicação pra tudo. Eu estava tão encantada com o mistério, tão feliz por ter um efeito em um dia tão rotina q de repente, aquela chama no céu me alegrou. Lembrei q era sexta-feira, q o final de semana estava por vi, q no sábado não teria aula, q eu havia convidado meus pais para almoçar na minha casa, q minha melhor amiga ia me visitar q de noite eu teria um show bacana pra ir.

E sinceramente, acredito que para os últimos românticos da face da Terra e para aqueles q esperavam um sinal de Deus, ontem eles tiveram a prova real. Para aqueles q ainda tristes e desanimados, mas conseguem olhar para cima para ver se alguma coisa cai do céu ontem puderam ver q sim, de repente temos salvação.

E para finalizar: Infraero, eu não acredito em vc.
.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Se um dia eu for embora...

Pessoas e amigos q me conhecem sabem. Não gosto de Campo Grande. Não me classifico como um ser naturalmente e genuinamente daki. Não suporto calor, não gosto de música sertaneja e quase morro de tédio pq nunca (digo quase sempre nunca) tem programas q eu gosto. Já faz um tempo q tento ir embora, mas sempre dá um zica e eu não consigo. Ainda não perdi as esperanças. Mas no dia em que eu for embora e alguém me perguntar do q eu sentirei mais falta dizer-vos-ei q sentirei falta das Araras.

Para um ser humano q se define o mais urbano possível, para mim, não existe cena mais linda do q estar dirigindo pela cidade de manhã e do nada vc ouvir aquela gritaria q vem lá de cima. Mata qualquer mau humor. Impossível não olhar e ver akeles animais coloridos q rasgam o azul do céu. Melhor ainda é depois de um dia cheio de aborrecimentos e lá pelas cinco e pouco da tarde elas passarem voando sobre ti. Sem saber, elas lavam a minha alma.

Meu pai é um grande cara e ele entende mto de animais. O q eu sei, aprendi com ele. Uma vez ele me disse q araras andam em par. Sempre em casal. E é verdade. Elas escolhem o seu companheiro e passam a vida com ele. Notei q arara q voa sozinha grita mais. Vai ver q é pra dizer pro outro q já está chegando em casa ou pode ser saudade. Ainda não decifrei.

Não sou fã de Campo Grande e Pantanal pra mim, só no mapa. Um dia eu vou embora e não vou poder fingir q não nasci aqui. Mas confesso q vai dar saudades de tomar um tereré ou encarar um sobá na feirona. Mas falta mesmo, vou sentir das araras porque beleza pra mim é conseguir unir urbano com a natureza.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Eu twitto, tu twittas, ele twitta...

A internet é atraente pq nos confere um monte de site e aplicativos bacanas. Vc acessa seu orkut, joga colheita feliz, fica on line no msn, posta tuas fotos no flickr e lê as notícias do dia. E assim, vão inventando um monte de redes sociais: my space, facebook e por aí vai. Confesso, eu não consigo ficar tão onipresente de modo on line.

Sim, tenho os meus cadastros, mas vos digo q a metade deles não me recordo a senha e ainda q eu tente deixar td uniforme, não adianta. Alguem pede senha alfa numérica ou o login q eu já uso é existente pra akele site. Prefiro reservar minha massa cinzenta para outras tarefas.

O twitter me cadastrei por sugestão da minha amiga Mariana. Depois q eu entendi como funcionava, achei o máximo pq é uma rede aonde anônimos e famosos coexistem. Nada mais justo. Só me assustei foi depois.

Acho desnecessário essa vontade de falar td hora. Td ser humano (com qualidades e defeitos) tem seu momento de silêncio. Suas pausas. Artista com twitter não. Td mundo tem q saber de suas idas ao banheiro e de suas epifanias diárias. Quer divulgar espetáculo? Blz! Mas td mundo realmente precisa saber a qtas anda seu intestino? Por favor!

Talvez eu esteja regredindo, enjoada de tanta tecnologia. Td mundo quer ser amigo de td mundo no virtual, mas faz tanto tempo q não vejo 99% das pessoas das minhas listas das redes sociais q tenho medo de ser só a lembrança de um post. Um mero perfil na página de qualquer um.

domingo, 14 de março de 2010

Missing

A impressão q tenho é q sempre me falta alguma coisa. Acho q é pq eu quero fazer td ao mesmo tempo e no final acabo fazendo nada.  Falta grana pra comprar td o q eu quero (será q realmente preciso comprar?) Falta tempo pra terminar akele projeto q está empacado (pq eu adio tanto?). Sempre falta alguma coisa. Eu não consigo me completar. Não consigo costurar o buraco.

Falta terminar de ler os livros da Martha. Falta paciência para as pequinesas da vida. Falta tempo pra sair pra caminhar com a Baby. Falta sempre um ingrediente da receita. Falta ver algum filme. Falta mandar arrumar o carro. Falta guardar a roupa q está fazendo aniversário na cadeira q está no quarto.

Qdo eu saio de casa eu sempre acho q esqueci algo. Qdo estou longe de casa eu passo a ter certeza. Ensaio discursos e mesmo assim as palavras me faltam. A falta se estende da ausência à saudade. Acho q já me acostumei a ser incompleta.

Por hoje, falta lavar a louça que está na pia. Falta encher as garrafas de água da geladeira. Falta dizer pra mim mesma que no final, como nos filmes, td dá certo e q não falta nada. Eu q estou em falta comigo mesma.