quinta-feira, 11 de junho de 2009

A Mulher Trem Bala



Delícia é ler algo bom de cara. Pegar um livro e ver naquelas páginas quem está lá é vc e não a personagem. Senti isso qdo li pela primeira vez os textos de Martha Medeiros. Gaúcha, Publicitária e escritora. Não conheço mto sua biografia, mas Martha me conhece mto bem. Fomos apresentadas por minha amiga Letícia (gaúcha tb por sinal).


A senhora Medeiros escreve como alguém q te falasse ali, sentada ao teu lado, q a vida é muito mais do q esses nós cegos dados em algum barbante que caiu de paraquedas no teu colo. Essa gaúcha já me salvou mtas vezes de dúvidas q me apareceram. "Insalubre é não amar", uma vez disse em suas crônicas e eu poderia transcrever tantas passagens, tantos textos inteiros que vcs me enxergariam mto mais nas palavras dela do q nas minhas fotografias.


Martha Medeiros, sim, está viva e escreve periodicamente no jornal "Zero Hora" e no blog do http://www.clicrbs.com.br/. Relutei um tempo em não descobrir como ela era fisicamente. O leitor cria uma representação muy forte e tem medo de se decepcionar com o ídolo. Para minha surpresa, Martha é nova, bonita e sempre tem o q falar acerca de qualquer assunto.


Obrigada por tds as suas crônicas, suas palavras, seus conselhos, mesmo sem saber quem eu sou. Mesmo sem morar no seu Sul.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Digite a Senha


Na vida tecnológica um ser humano sem senha não é ninguém. Sim, falo daqueles números mágicos que vc usa no cx eletrônico, para bater teu ponto no trabalho ou acessar seu e-mail. Não importa se é número ou letra, tds nós temos o nosso código da Vinci.




No princípio eram poucas. Correio eletrônico e cartão de débito. Depois vieram os telebancos, MSN, Orkut. Para os mais nerds, blog, fotoblog e outras redes sociais. Minha vida piorou com as senhas alfanuméricas. Acho inconcebível combinar letras e números. Assim como banana não se mistura com comida (não para mim). Letra não se ampara em número. Imagina se falássemos "di47git9al". Sem condições. No way.




Não nos bastam as senhas q necessitamos decorar. Precisamos conhecer tb os sinais do corpo e o peso do ambiente que adentramos. Temos q saber que o olhar do seu namorado é do tipo "peloamordedeusvamosembora" é a senha de acesso para que vc diga: "- Ok, realmente temos que ir embora".




Gastamos tanto fosfato e dedo que kd dia que passa acredito que no futuro teremos gdes cabeções de tanto q nos entupimos com senhas . Pensei que no ano 2000 usaríamos nossas retinas para acessar dados, que nossa digital substituiria esses cartões e q nossa voz daria comandos básicos como acender a luz ou trancar a casa. Nós ainda não chegamos lá. Há muito trabalho para a nossa massa cinzenta. Ainda bem.




sábado, 9 de maio de 2009

Manhêeee




Como blogeira e jornalista, não dá para sair ilesa do dia das mães. Enfim, temos q escrever algo e reparei q eu nunca havia escrito nada. Tenho certo medo de escrever sobre assuntos muito divinos. E mãe, naturalmente possui essa áurea por pior mãe q seja.

Dizem q mãe é uma só. Eu não acredito. Não menosprezando a minha mãe, de modo algum. (posso ir pro inferno por causa disso), mas eu sempre tive várias mães. Minha irmã foi por muito tempo minha mãe. Ela cuidou de mim assim q eu nasci, me arrumou td bonitinha para o meu primeiro dia de aula (um conjuntinho amarelo, um tênis com cheiro de tutti-frutti, minha pasta dos ursinhos carinhosos e minha lancheira da Liga da Justiça).

A Lourdes que trabalha na minha casa só há 28 anos também é minha mãe. Ela sabe o que gosto de comer. Se vc quiser me conhecer é só questioná-la. A Lourdes entende que eu não acordo mto bem humorada, que não suporto luz e não misturo carboidratos no almoço.

Dia das mães é uma tortura pra mim. Por mais q eu me esforce a presenteá-la nunca consegui. Contrário da minha irmã que acerta cor e tamanho. Eu sempre estive à margem disso. Td era mais fácil qdo a gente era criança. Eu fazia akelas lembranças horrorosas da escola e achava que estava arrasando. No jardim eu fui a única criança que pintou o porta-jóias de coração na cor verde pra dar pra mãe. Foi qdo ela pensou q eu fosse daltônica.



Enfim, hoje o “Dia das Mães” transformou-se em dia de lucro. São celulares a preços ótimos, grandes liquidações e a uma obrigação de compra para provar que o tamanho do amor pela tua mãe é o tanto que tu pode gastar por ela. Amor de Mãe não tem preço, mas o seu pode ser parcelado em três suaves prestações.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Eu não consigo misturar

  • Às vezes ser simples é uma benção. Algo mais ou menos assim: tomar suco de laranja, escolher picolé de uva e pedir bolo de chocolate. Sem maiores complicações.
  • Eu não suporto gente que inventa moda. Suco de cupuaçu, pizza califórnia (argh!) ou sorvete de pistache. Não entendo e nunca entenderei. Não q eu não goste de experimentar coisas novas. Não é isso, mas parece que na vida já existem combinações pré determinadas.
  • Queijo com presunto, leite com Toddy, arroz e feijão. Pra mim, por exemplo, não tem coisa pior do que misturar fruta com comida. Não adianta, não desce, não engulo. Frescura? Talvez, mas não me convença de que tenho q comer banana com arroz e feijão td no mesmo prato. Banana é fruta e arroz com feijão é arroz com feijão, Oras! Cada um na sua pirâmide alimentar!
  • Não sei o q tem de difícil por ordem nas coisas. Eu sei, vc aí q me lê tem a sua frescura favorita, mas por favor, nem me fale, tá? Lembro q no 3º Científico (e nem faz tanto tempo assim), um guri da minha sala comia miojo cru no intervalo. Depois do vestibular nunca mais o vi. Por que será?
  • Tá ok, não tenho essas preferências esdrúxulas, não misturo nada. Talvez minha maior ousadia tenha sido misturar coca cola com sorvete. E olhe lá. Mas quem sabe, um dia, eu seja punida pelos Deuses da Gula e numa gravidez me dê vontade de absurda de comer pepino com leite de coco. Daí eu volto e conto pra vcs que gosto tem.

domingo, 19 de abril de 2009

Ano Novo ou Novo Ano?

Um Ano Novo pode ser o 1º de janeiro de qualquer ano. Para alguns o Ano Novo só começa depois do Carnaval. Para os mais preguiçosos só na Páscoa.

A grande questão é: precisa-se de uma data para começar um Ano Novo? Tudo bem que um feriado, um dia 31 cheio de energias e boas intenções, uma roupa nova é um incentivo. Mas a ressaca do dia seguinte não permite que tu comece tua caminhada tão prometida no ano velho.

Eu acredito em Novo Ano. Em você se redimir em qualquer data da tua vida. Seja no meio da Quaresma, no 5º dia útil do mês ou depois de um acidente de carro. Num Ano Novo você faz o teu calendário e cumpre tuas promessas. Um Novo Ano começa quando você muda de emprego, de cidade, de namorado.

Tem gente que espera o aniversário para um update astral ou precisa de uma roupa nova ou até mais, um empurrãzinho. Não importa. O que vale é a tua vontade mais íntima de nascer de novo sem precisar ser parida.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

A difícil arte de ser um Voluntário


Minha mãe sempre se participou de Ações Sociais. Trabalhou para a extinta LBA e ajudou em várias creches, arrecadando brinquedos, roupas e passando o dia das crianças lá com tds elas. Eu sempre acompanhei. Para uma filha única q brincava sozinha de repente se ver em meio a tanta criança era o máximo.

Sempre fui muito bem resolvida com essa história de ajudar ao próximo. Esclarecida até demais. No recreio, pagava lanche na escola pros coleginhas o q fez com q meu pai quase falisse td final de mês ao pagar a conta na cantina. Participava em campanhas para arrecadar alimentos e achava q estava contribuindo muito.

Só fui entender o que era voluntariado quando fui convidada para pela FEBRAFARMA. Trata-se de uma empresa de medicamentos q tinha um projeto para acadêmicos de Jornalismo. Era uma ação voluntária que consistia em visitar os idosos q residiam em asilos. Eu ia aos sábados para visita-los. Foi uma das melhores coisas q eu já fiz na vida. Eles só precisam de alguém que sente e converse com eles. Só isso. Doação de tempo e atenção. Nada q arranque um pedaço teu ou depósitos em contas correntes.


No HSBC foi criado o Instituto Solidariedade. Começou a onda de Responsabilidade Social e sempre ajudei dentro das minhas possibilidades. Mais financeiramente do q presencial. É mto fácil vc dar dez pila, o grande barato é saber para aonde vai essa grana. Como sou “mão na massa” assumi como “focal” da minha agência. Sou aquela coleginha que passa de mesa em mesa pra conversar e convidar a tds para participar das campanhas. Páscoa, Inverno, Dia das Crianças e Natal. E vos digo, kd vez está mais difícil mobilizar pessoas.

Recebo caretas, perguntas cretinas e nãos. Sim, tem gente q tem a pachorra de dizer que não vai participar seja por questões políticas ou falta de grana. Como o próprio nome diz, “voluntário”, eu não posso simplesmente tacar o grampeador na cara do coleginha q simplesmente não quer participar. O q vos reclamo aki não é o funcionário ficar bem na “fita” com o chefe, nada disso. É colaborar com gente q está esperando tua ajuda por mais q não saiba q vc exista. É deixar de ser egoísta ao menos duas vezes por ano. Concluí q voluntariado não é trabalho formiguinha, mas matar um leão em kd coração de pedra. E nessa Páscoa não foi diferente.

Depois de escolher uma instituição, conversar com colega por colega, motiva-lo e convence-lo de participar, no final, vc nem lembra dessa luta toda. Qdo vc chega na instituição e é recebido por tds com tanto carinho td se dissolve. E vc vê q Fernando Pessoa sempre esteve certo: Tudo vale a pena.

terça-feira, 17 de março de 2009

Algumas considerações sobre o Medo


O segredo é não ter medo. Se pensar demais acabamos por não ir, se pensarmos de menos ficamos inseguros e abandonamos o que poderia ser o grande triunfo, sua vitória.

Tem gente que é cagão. Tem medo até de atravessar a rua, de escolher sua própria comida. Tem medo de falar "Não" para os outros.

Esse não é o medo sadio, igual aquele medo que te dá um frio na barriga antes de falar em público ou de ver alguém q mexe conosco. Esse ó medo gostoso. É só encarar que passa e geralmente vem acompanhado de finais felizes.

Agora, o medo, aquele medo q tranca tuas pernas, q te paralisa, não. Não é bueno. O medo de ser feliz, de abandonar o emprego te desgasta, é o medo de voar, é o medo q te impede de ser feliz. É a torcida do contra, é a tua tia chata que não te vê há uns dez anos e ainda te chama de gorda.

Esse medo, é o medo que precisa ser vencido, extirpado. É o medo com medo do Medo, cujo medo é q vc descubra que o grande segredo de td é não ter mais medo.



Entendeste?