quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Só mais uma vez


Td mundo queria q as coisas fossem diferentes. Q tivesse nascido em um outra época. Q seu cabelo fosse mais liso. Q vc fosse mais francesa e menos brasileira. Q sua genética colaborasse contigo. Q o dólar abaixasse. Q a Europa fosse mais ali. Tão ali quanto o Paraguai.


A gente quer Happy End e não a vida sob os olhos de Buñel. Fica essa coisa de jogar o corpo na cama e os olhos no teto e nos perdemos dentro dos nossos próprios balõesinhos que criamos. Presta vestibular pra Direito, mas no fundo quer fazer Gastronomia. Trabalha atrás de um balcão, mas sonha em ser Bailarina.

Por quanto tempo nos anulamos? A gente usa aquela desculpa que precisa ter grana pra ser feliz na vida, só que não consegue nem controlar o salário que ganha. Fala que não está feliz aonde mora e se muda pra mil quilômetros longe das pessoas para descobrimos depois que elas são essenciais pra nossa sobrevivência.

E quanta gente tem talento e se esconde do seu próprio dom. Temos medo que os outros o descubra, mas o maior medo é o de se entregar à sua própria arte. Quantos músicos já se passaram pelos nossos olhos travestidos de motoristas de ônibus. Quantos poetas já se revelaram diante de ti, mas se disfarçam em paletós.

Talvez esse seja o maior Carnaval. Nosso próprio Baile. Enquanto formos máscaras. Enquanto formos casca. Enquanto formos folhas ao vento. Tudo será como antes.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Imosec na veia!


Viver não dói, mas pagar IPVA dói. Machucar o dedo não dói. Quando o tanque de gasolina do teu carro entra na reserva, aí, dói. Sentir saudade não dói. Ver o extrato bancário dói. Ir ao dentista não dói. Pagar o IPTU, isso sim dói. Levar um fora não dói. Os juros do cartão de crédito dóem mais. Um cisco no olho não dói, mas a conta de luz qdo chega no final do mês dói. O celular não tocar dói, em contrapartida conta de celular dói. Perder um amigo não dói, mas ter o nome incluso no SPC e Serasa te arrebenta. Ralar o joelho não dói. Dói é não ter plano de saúde. Perder um grande amor não dói, machuca é cair na malha fina do Leão. Perder uma festa não dói, mas perder um desconto no boleto pq o esqueceu na gaveta é uma grande cagada. Rasgar a roupa preferida não dói, a não ser que vc não tenha terminado de pagar suas oito suaves prestações na Riachuelo. Ser traído não dói, mas comprar parcelado nas Casas Bahia é SUICÍDIO!!!

sábado, 5 de janeiro de 2008

Eu não me arrependo de nada!


O Cinemark ainda teve a graça de exibir por uma semana (UAU!) Piaf - Um Hino ao Amor. Já o Cinecultura.Bem,... é a casa cult do cinema de Big Field. Por essas cercanias, não se tem mta opção de cultura. Fomos agraciados com esse espaço, q (in) felizmente resiste à duras penas. E particularmente, a mi me gusta.


Se vc vai ao Cinemark a atendente está com aquela cara de "Sou explorada pela sociedade capitalista". Para completar, ao entrar na sala de exibição vc ouve:


- Sala três à direita-senhor-tenha-um-bom-filme.


Qdo vc vai ao Cinecultura as pessoas já te olham diferente pq se vc está ali vc realmente veio ver o filme e não desfilar. E depois, vc pode ter o luxo de tomar um café ao invés da coca-cola com gelo e sal que os americanos tanto insistem em nos fazer beber.


Sorte minha começar o ano assistindo Piaf - Um hino ao Amor. Dirigido por Olivier Dahan, Piaf é uma cantora francesa descoberta nas ruas de Paris. Edith Giovanna Gassion nasceu em 19 de dezembro de 1915. Abandonada pela mãe louca, mas tb cantora, viveu com a avó em um Bordel e a posteriori, foi viver com seu pai, um contorcionista, no circo em que ele trabalhava. Amou, único conselho que na realidade daria à uma mulher. Chegou à América e não a compreendeu muito bem, além do mais os americanos não a mereciam.


Teve uma vida de tragédias, mas mesmo assim fez nas horas de dor e de alegria o q melhor fazia: Cantar. Entretanto, a bebida, as injeções de morfina e o Reumatismo comprometaram o frágil corpo de Piaf q desde criança sempre tivera uma saúde debilitada. Destaco aqui e peço que prestem atençãoc aso assistam aos momentos das câmeras, tão embrigadas como a Pequena Pardal. A cantora faleceu em 1963, aos 47 anos.


Todos os louros do filme pertencem à Marion Cotillard, intérprete da cantora francesa. Sua atuação transcende e ofusca qualquer defeito que o filme tenha, como cenas demasiadamente longas (a luta de Marcel) e os toscos cromaquis (cena em que Piaf se despede de Marcel em frente ao Hotel). A entrega da atriz em sua interpretação fez jus à entrega de Piaf em suas canções. Visceral. Essa é a palavra. Lembrei-me agora de algo que ma professeur de français disse: "Os Franceses amam ou odeiam." O verbo adorar, tão usado no Brasil, não tem tanta significância para eles. Assim é o filme, intenso demais. Exagero meu? Não sei... talvez eu esteja francesa demais ultimamente.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Tira a calça legging do rabo!!!


Eu não sou menina, Eu não sou menina, Eu não sou menina. Como Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, nego três vezes. Por mim, negaria umas mil. Justifico antes que alguém pense que a senhorinha a quem pertence o blog seja um travesti (nada contra, por favor).


Pois bem, queridos. Lá vou eu em mais uma missão "Encontrar uma roupa que sirva em mim". E mais uma vez a indústria da moda opera contra minha pessoa. Ainda não inventaram o tamanho J. J de Jamanta. Pra quem já usou manequim 38 e se vê usando um 44 tem q se desesperar mesmo.


Primeiro, começa a peregrinação. Sim, andar pelas ruas docentro da cidade (se vc for corajosa) ou enfrentar o Shopping (se vc tiver paciência). Vem a vendedora simpááááááática. De saltinho, maquiagem e usando um figurino do estabelecimento comercial. Pois bem,no meu caso, era uma bendita (ou seria maldita?) roupa pra passar o Ano Novo. Qualquer coisa, menos branco. Aih começa a odisséia de experimentar. Lá volta a mocinha com um monte de roupa do tipo"Rego de fora". E eu gentilmente, não-não-não. Algo mais fechadinho, por favor? E a mocinha mooointoooo simpática volta com o modelito "Peito de fora" e eu não-não-não eu tenho muito air-bag, Baby, se eu pôr um trem desses, aí q estufa de uma vez! E percebo q a paciência da mocinha está indo pro ralo e procuro ser a mais clara possível:


- Olha moça, não estou na minha melhor forma, não posso sair na rua com um pedaço de pano assim, entende? Quero algo que cubra o que sinceramente estou tentando esconder!


OK ok Ok, vcs vão falar que eu sou complicada demais. Não tiro razão. Como escolher roupa pra uma criatura que sai de casa usando uma rasteirinha que comprou no catálogo da Avon, uma calça jeans comprada na Riachuelo, uma blusa, fruto de aquisição em uma feirinha da calçada de Copacabana por uma bagatela de 20 pila, um óculos de sol daqueles à Brigitte Bardot comprado nas Lojas Americanas por R$ 14,99 e uma bolsa da Menina Vinil (sim, eu tenho estilo) que era motivo para as pessoas me pararem no Shopping pra saber como e onde eu comprei.


Parece que só os magros-bulímicos-anêmicos são titulares do direito de vestir. Já comecei a bolar uma campanha para sensibilizar a indústria fashion. Por favor, Yves Saint Laurent, Alexandre Herchcovitch, Donatella, Pierre Cardin, Giorgio Armani, Gianni Versace, agracie-nos com suas coleções e por favor, gastem um pouco mais de pano pra que possamos ser dignos de usar suas roupas. Sem mais, Grata!


sábado, 29 de dezembro de 2007

O amor usa Hawaianas e não sapatinho de crystal


Eu não acredito em contos de Fadas. Acredito em contos de foda. heheh.Explico. Não creio em príncipes e sapos. As mulheres esperam encontrar o príncipe, mas daí o Shrek pisa no seu pé. Ou há aquelas que simplesmente tem a esperança de beijar um sapo para surgir o príncipe na frente. É como vc tomar uma Antártica pra ver se aparece a Juliana Paes. Milagres não existem, queridos. Mania besta essa de achar q o amor chega, aparece ou nasce. Queridos, o amor na verdade ele arromba a porta da tua casa. Ele salta pela janela quando vc não está. O amor é como o ladrão. Ele não manda recado:

- Olhaaaa to passando aí dia 12 de abril de 2008, ok? Vai fazendo uma faxina, faz o chuverinho, prepara um café e a cinta-liga q eu to chegando!


Bah! Mas q cousa, tchê! Amor é igual parente q mora longe. Ele chega na tua casa, se instala. Furta tua privacidade. O amor te faz dormir no colchão.O amor pega o controle remoto e põe no canal q ele quer. É assim. E vc não reclama. Pior, tu acha o máximo. Pensa q está de férias, por mais q vc tenha q levantar as seis da matina. O amor te tira do regime. O amor faz vc tomar porre numa terça-feira. O amor deixa um cheiro no teu corpo q te faz voltar correndo pra casa. O amor te faz largar um emprego que vc sempre achou idiota, mas faltou amor pra vc jogar tudo pro alto. O amor não te respeita quando vc dá um não. Na realidade o amor não compreende um não. O amor fuça na tua bolsa e vc não se incomoda. O amor fura a fila do supermercado e tu não fica com vergonha. Se o amor falasse, ele não falaria - Gritaria. Pq o amor é escandaloso.


O amor é o irmão mais velho da paixão. Se vc cair nessa família vc está salvo. O amor não entende caos aéreo, sotaques e distâncias. Seu tamanho não permite q repare nesses detalhes da vida do homem. O amor finge q é burro pra ganhar vantagem. No final, ele sabe qual é a resposta certa pra pergunta que td mulher faz pra si mesma. Se "ele" é o cara certo. E o cara certo vai aparece na hora mais errada da tua vida, porque "ele" é que vai te salvar de tds os erros.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Lamentavelmente, Feliz Natal

Não venham me pedir espírito natalino. Impossível. Eu preciso é de um empréstimo pq meu décimo terceiro não saiu do décimo. Explico. Essa mania de escravizar o brasileiro. Colocam pra gente receber uma parcela em Maio e outra em Dezembro. Quer dizer. Dá vontade de falar: - Então tá, vou pagar a primeira parcela da dívida e a outra fica pro ano q vem, ok? Ou melhor... Tu fala pra pessoa q tu vai presentear q a outra metade do presente vem em Maio. Ahh fora minha cesta Natal q veio em Outubro (????? Helloooooo????). Coisa de banco Chinês.

Em tempos natalinos tu não consegue andar na rua. Impossível. Parece que todas as pessoas freaks saem de casa. Impressionante. Daí tu promete pra ti mesmo. "Vou pagar minhas contas. Vou quitar o cartão de crédito.Vou pagar o IPTU e o IPVA". Rá! Pura ilusão. Esse dinheirinho meu querido, vai pro buraco do teu dente. Pipocam aquelas despesas que Meu Deus do Céu não sei da onde tiram tanto amigo oculto. Depois vem as doações. Ligam na tua casa, passam no teu trabalho e vc com medo da consciência pesar vai lá e dá um Dez pila aqui outro cinco pila lá... qdo vê... dava pra tu comprar aquela lembrancinha pra outra pessoa.

Sinceramente, estou me amarrando na cadeira. Minhas promessas de Ano Novo começam mesmo no finalzinho desse véio mesmo. Não quis ver a cor da minha restituição do Imposto de Renda e tratei de jogá-lo na poupança. Sim, é coisa de velho, mas é melhor do que eu gastar com bobeira. Os presentes estão contabilizados. Pai-Mãe-Lurdes-Amigo Oculto-Namorado. Não estamos mas em tempos de comprar presentes pra todos. E mais... os presentes comprei td em catálogo tb. Nada de sair na rua e passar raiva. Sou do tempo q Natal era data de reunir todos em casa e comer toda aquela comida cheia de "trekinhos" q eu não suporto... uva passa e cia ltda. O importante era ver aquele bando de primas, tios e avós juntos. Receber Papai Noel e prometer q nunca, nunca mais vou fazer xixi na cama.

Para vcs, meus queridos... um feliz (?!) Natal...

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

The Police no Brasil


Quanto balbúrdio foi feito com a chegada do The Police. Lembro-me q a última grande cobertura foi com o U2. Nem o último show dos Rolling Stones em Copacabana deu tanto bochicho. Até a revista Caras reservou uma edição para o grupo do Mr. Sting.


Particularmente, Eu amo esse tipo de cobertura jornalística, porém, infelizmente, não pude acompanhar tds os veículos de comunicação, mas garanto que assisti ao show dos caras "alive" no Multishow. Maravilhas da tecnologia. Engraçado, não? Antes, se vc quizesse ir a um show de rock a coisa funcionava mais ou menos como o filme "Detroit Rock City" e "Febre da Juventude", onde os jovens saíam de suas cidades, geralmente parecidas com Big Field ou como Adriane fala "Buracópolis" e íam para as metrópoles (às vezes sem os pais saberem) com o fim de realizar o sonho de conhecer os seus ídolos, já que seus universos se limitavam a capa do vinil, revista e com muita sorte a televisão. Hoje, só faz isso quem tem dinheiro e quem é muito fã - tudo necessariamente nessa ordem.

Enfim, o último show do The Police foi em fevereiro de 1982 o que contabiliza os meus 4 meses de vida, logo, impossível eu ter qualquer lembrança. Entretanto, em uma conversa com minha grande super amiga Isa, falávamos que apesar de gostarmos tanto de rock, a imagem que temos do Sting é do cara tentando salvar a Amazônia junto com o índio Paiakan. Isso em uma época que nunca tínhamos ouvido falar em Aquecimento Global e sem contar que ser ecologista (nem existia o termo ambientalista) era coisa de gente louca ou alguém hippie perdido na era capitalista. O único perigo que conhecíamos erao Efeito Estufa e olhe lá. Hoje, penso que Mr. Sting deve olhar para nós e dizer:


- Eu já os havia alertados, you'r'bastards! ehehehe


Brincadeiras à parte, após 23 anos de hiato artístico, os caras voltam em grande estilo ou melhor, Mr. Sting volta após sua imersão em um vidro de formol porque pelo amor de Deus que história é essa do cara não envelhecer? E não me venham dizer q foi plástica ou é botox pq meus amigos, ele não tem cara de "Made in Taiwan". Ademais, nunca mais me esquecerei q o cara não abriu mão do baixo dele. Não adianta, qdo a pessoa tem atitude rock'n'roll, não abandona as origens. Ver Mr. Sting dedilhar seu baixo detonado foi tão orgástico quanto ouvir Every Breath you take.


- Hey, Mr. Sting, can I salve the world with you? ehehehe


*Detroit Rock City: Em 1978, quatro adolescentes embarcam numa louca aventura pelas estradas americanas rumo ao show de sua banda favorita, o KISS, na cidade de Detroit. Levados pela paixão pelo grupo de rock, nada poderá impedir o grupo de assistir o grandioso espetáculo. http://www.adorocinema.com/filmes/detroit-rock-city/detroit-rock-city.asp


*Febre da Juventude: Título original - I wanna hold your hand - 1978. Quatro meninas e dois rapazes farão de tudo para tentar encontrar os ídolos de suas vidas. O filme em si é bastante simples, mas tem a essência daquilo que os Beatles representaram para uma geração. http://www.natelona.com/videos.asp?id=11


* Paiakan: Paulinho Paiakan, 37 anos, cacique caiapó, era um símbolo da reserva ética que as matas tropicais escondiam. Pois Paiakan é acusado de estupro, acompanhado de tortura e tentativa de homicídio da estudante Silvia Letícia da Luz Ferreira, de 18 anos. http://veja.abril.com.br/30anos/p_089.html


* Aquecimento Global: É um fenômeno climático que estabelece o aumento da temperatura média da superfície terrestre. http://www.brasilescola.com/geografia/aquecimento-global.htm


* Efeito Estufa: O efeito estufa é o aquecimento da Terra em virtude da presença de certos gases na atmosfera. Esses gases permitem que a luz solar atinja a superfície terrestre, mas bloqueia e enviam de volta parte da radiação infravermelha (calor) irradiada pela Terra.