domingo, 29 de novembro de 2009

Posso te dar um conselho?

Conselhos. Existem vários. Tua mãe te dá conselho (ou seria pitaco?), revista feminina dá conselho, o cara da fila do bco dá conselho. Impressionante o número de pessoas q têm a disponibilidade de se intrometer na tua vida. Nada mais me assusta.

Lembra-se do video “Use Filtro Solar?” Tem uma parte q o Pedro Bial fala q “ conselho é uma forma de nostalgia. Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo e pintar as partes feias e reciclar td por mais do q vale”.

Discordo. Um dos melhores conselhos q já recebi foi da minha ultra super amiga Letícia. “Vamos sonhar pq não paga imposto”. E viver nessa loucura de mundo aonde vc se frusta a kd esquina pq não consegue ter kd celular bacana q sai, não tem salário suficiente pra reformar o guarda-roupa ou qdo o universo conspira contra vc, nada mais nos resta a não ser Sonhar.

E qdo digo Sonhar não é só ganhar na mega-sena, ter um cabelo maravilhoso ou conhecer o amor da tua vida. Vale td. O campo onírico comporta td o q nossa vontade deseja. Não há regras, não há limites. Às vezes vc fecha os olhos. Outra vezes vc sonha qdo tah no carro, com trânsito empacado. Pode ser lendo, pode ser vendo tv. O modus operandi não está vinculado à forma.

Se eu pudesse vos dar um conselho, furtaria esse. Sonhe. Enquanto o nosso digníssimo Presidente da República não tributa esse nosso deleite, o nosso pão de cada dia das nossas almas.

sábado, 14 de novembro de 2009

Marido de Aluguel

Amo novidades. Sério. Com casa nova e mta coisa pra arrumar e sem nenhum homo sapiens por perto, o jeito é apelar. E Campo Grande pela primeira vez não me desamparou. Peguei o classificados e lá encontrei: Marido de Aluguel.

Liguei. Quase me mijando de rir. Como requisitar o serviço? Por favor, serviços gerais. Eu precisava instalar umas cortinas, ajeitar uns quadros, cosinhas que requisitavam furadeira, escada e uma força masculina.

Marquei às dez da manhã. Como qualquer marido, chegou atrasado. Eu esperava um senhorzinho igual ao q eu vi numa matéria da revista Gloss, tiozão mesmo. Fiquei surpresa. Chegou um cara de 26 anos e super animado e cheio de ferramentas. Perguntou-me o q eu queria (no bom sentido), ele fez o orçamento, chorei um desconto e fechamos o negócio.

Para minha surpresa, pensei q o serviço fosse feito no outro dia (coisa de marido, sabe?). Mas q nada! O moço já pos a mão na massa e foi resolvendo td. Contou a história da vida dele, como começou a trabalhar na área e em td pedia minha opinião. Um primor!

Qdo a gente pede pra um homem (o nosso) fazer um serviço assim, não adianta. Por mais fofo q ele seja e por mais q ele te ame, sempre rola uma reclamação. Eles não entendem nossa necessidade de pôr a casa em ordem. E sempre é pra ontem. Casada eu posso não ser,  mas já posso contar pra td mundo q Marido de Aluguel, já tenho um pra chamar de meu!

domingo, 1 de novembro de 2009

A vida não é uma novela

Tem gente que me acha anormal por não assistir novela.  Até parece q eu vou vou deixar de fazer o q eu tenho por causa de novela das 8, mas nem por decreto lei ou chantagem emocional. Honestamente, a última novela q acompanhei foi “A Próxima Vítima” porque o final só se revelou no próprio dia. Pra mim suspense é isso.

Como estou sem tv a cabo e internet, minha única opção foi os canais da tv aberta. E querendo ou não lá me vi, assistindo “Viver a Vida”, mais uma obra de Manoel de Carlos. Como se isso fosse mudar minha vida.

A Helena, personagem da Thaís Araújo, é modelo, vive feliz com o cabelo puff, é casada com um cara rico, viaja pra Paris (sem preocupação alguma) e do nada nem sei em qual capítulo já tava na Jordânia. Antes q eu me esqueça, quem é afim dela é nada mais, nada menos do que o Carlos Casagrande e o Thiago Lacerda. E para fechar: ELA RECUSA OS DOIS.

Vamos aos fatos: apenas 0,5% das mulheres são felizes com cabelo puff. Se eu estivesse mentindo não haveria escova inteligente, progressiva e outras opções. Outro ponto: ela vai pra Paris como quem vai pra Miranda pescar. Por fim, recusar Casagrande e Thiago Lacerda pra ficar com um coroa q pegou a Eva antes do Adão… Ahh faça-me um favor.

Eu fico pensando na população feminina e carente (tanto emocional como economicamente) q deve pensar q a vida é assim. Q felicidade é isso. Q infelizes somos nós, pobres somos nós porque nem um terço da vida de Helena chega perto da nossa humilde realidade.

Não aguento mais ver a Globo vender uma vida q não podemos ter. Td q falo é tão certo q vi uma capa de revista de fofoca que queriam já matar a Helena. MAS É CLARO!!! Vida de mulher não é perfeita. Sofremos pra ficarmos lindas, ralamos pra ganhar nossa grana isso sim dá roteiro pra uma novela.

domingo, 11 de outubro de 2009

Dia das Clianças

Se nao fosse pelo meu amigo Raphael, eu não teria começado essa crônica. Ele foi o único ser humano q me desejou Feliz Dia das Crianças. E sem querer hj de tarde me pus a pensar nisso. Fui caminhar no Belmar Fidalgo, uma outra praça perto de casa e lá na areia do parquinho havia várias crianças se acabando em brincadeiras.

Em tempos de tecnologia, Playstation 3 e Nintendo Wii me admiram os pais que levam a criançada pra se acabar em um brinquedo tão vintage. Não posso falar antigo pq eu tb já brinquei mto e graças a Deus nunca tive nenhuma micose de areia de parquinho. No meu tempo (e não faz tanto tempo assim) não existia essas neuras. E digo, fui mto feliz brincando em escorregador e disputando a tapas o balanço.

E o Rapha comentou algo bacana: “pros nossos pais sempre vamos ser eternas crianças não acha?” Vou pra minha segunda mudança de casa e era pro meu pai me ajudar nesse final de semana já q tem o feriado de segunda. Tinha q ver a carinha dele. Primeiro pensei q ele nao tava afim de ajudar, mas depois do q o Rapha falou pensei: “é… ele não quer q eu vá embora”. Resolvi deixar pra semana q vem.

Eu não vou ganhar nada de dia das Crianças. Já tive os brinquedos mais legais da Estrela, video-game, Pense Bem, lanchonete do Mac Donald’s, mas ser criança, ainda q aos olhos dos nossos pais, é muito melhor q ganhar tds os brinquedos q um shopping center pode nos oferecer.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Alcateia, Jiboia, …

Não sou um ser resistente à mudanças. Estranho no começo. É natural. Tem a fase de transição e adaptação. Depois pega o embalo e vai. Acontece q essa Reforma Ortográfica tem me causado arrepios.

Sempre fui uma ótima aluna de Língua Portuguesa. Sério. Redação tb. Escrevia e estudava por prazer. Deleite. Tinha minhas dúvidas, é claro, mas nada q uma gramática e um dicionário não resolva.  Agora, Nada será como antes.

Eu estava lendo uma nova edição do livro “Montanha-Russa” da Martha Medeiros e de repente vi lá – PARANOICO – assim mesmo. Sem acento. Como eu já havia estudado um pouco, lembrei-me: PAROXÍTONA TERMINADA EM DITONGO ABERTO “OI”, NÃO É MAIS ACENTUADA.

Se vc ler a Veja, verá: IDEIA. Assim mesmo. É mesma regra da paroxítona supracitada, porém com outra terminação. Na propaganda do canal Sony vai rolar a ESTREIA do filme.

A única vantagem q vi foi a extinção do Trema. Ok, compreensível. Agora as regras do Hífen. PELOAMORDEDEUS. Nem mais 18 anos de escola e eu consigo engolir td goela abaixo.

Enfim, estamos no Brasil. Isso q dá Presidente semi-quase analfabeto aprovar uma Reforma nessa proporção. Se escrever está complicado imagina falar como os lusitanos:  “Vou estar a estudar tds as normas”.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Máscaras pra q te quero?

Eu odeio casais felizes, e-mail com powerpoint e pessoas bem humoradas às sete e meia da manhã. Eu não acredito nesse tipo de manifestação de felicidade. Pelo contrário, repudio. É falsa e cretina. Não confio nesse tipo de ser humano. Sério, não entra na minha cabeça q uma pessoa seja ela mesma 24h. Só se cheira cola ou é milionário da mega sena acumulada.

Para mim a gente tem q ter um “quê” de realismo. Um surto durante o dia, um xingamento no trânsito, uma careta pra um desconhecido. A vida sem um defeito é surreal. Aquele cara não deve ser tão perfeito assim, ele deve ter seis dedos, uma cicatriz no rosto ou uma espinha horrorosa na bunda.

Não, meus queridos, não é pessimismo. Sério, até a Juliana Paes tem celulite na bunda e eu fiquei tão realizada. Pela primeira vez em anos me sinto uma pessoa comum. Os defeitos dos outros pode nos tornar humanos também. Ver q vc não foi a única com um passado negro dá certo conforto, afinal, ninguém passa ileso na vida. Td mundo já foi cafona um dia, já teve cabelo “puff” e já pegou cara feio.

Desnecessária essa ânsia em querer mascarar algum defeito ou um sentimento. Tem gente q tenta de tudo pra convencer o outro que ta bem q ta legal, mas vai dormir com akela pontinha de dor no peito pq não consegue convencer a si mesmo. Fingir o tempo todo não adianta. Melhor encarar, melhor dizer: Hj não to legal, mas quem sabe, mais tarde meu humor melhore, minha auto estima volta. Não existe “para sempre”, confio mais no “até logo”.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

So Far Away...

Hj eu quero falar sobre distância. Mas não vou medi-la. Qdo a gente sente saudade a distância parece que é a mesma se vc mora no Acre e quem vc gosta está na Nova Zelândia ou se o q te separa da pessoa é apenas um bairro ou uma porta.


Das grandes injustiças da vida sempre achei a distância a pior. Se eu for analisar, as pessoas que mais gosto ou me dou bem moram longe. E qdo eu digo longe é necessário pegar um avião ou passar um dia inteiro no ônibus pra conseguir um abraço ou um beijo. Para alguns isso é penoso, mas para mim sempre foi comum. Normal é se preparar, arrumar mala, comprar passagem, se deslocar para um aeroporto, rodoviária, fazer check in, despachar bagagem e correr a estrada ou cruzar o céu. Nunca tive preguiça pra isso.

Parece q eh nesse momento q vejo o amor acontecer pra mim. Dah o gelinho no estômago e o frio na espinha. Vc deixa td pra trás pra passar um final de semana ou um mês juntos. Não, eu não sou uma pessoa masoquista. Longe disso. Na verdade, eu acho q sou uma romântica à moda antiga, de ficar olhando na janela, de suspirar, de escrever cartas.

Distância gera saudades e é inevitável vez ou outra vc se pegar chorando. Mas a distância tem o seu quê de encantamento sim. A gente cria meios de estar presente e inventa seus próprios sinais de fumaça. Estar longe talvez seja a maior prova q vc está mais perto, dentro da cabeça e do coração.

Não agüento ficar mto tempo longe. Respeito a distância, mas espero q ela Tb respeite meus sentimentos. Por isso eu tenho asas. Eu vôo sempre para o Sul.